sábado, 23 de maio de 2009

Tecnologia pode tirar EUA da recessão



Bill Gates, presidente do Conselho e cofundador da Microsoft, afirma que evolução tecnológica tornará os mercados globais mais eficientes





Na última quarta-feira (20) em discurso para executivos da Microsoft, Bill Gates comentou sobre o caos dos mercados financeiros globais, gerado pela crise inicial nos EUA. A tecnologia pode tirar os Estados Unidos da recessão e ajudar os mercados financeiros globais a funcionarem melhor, afirmou.
No encontro anual de diretores em Seattle, sede da empresa, o cofundador da Microsoft disse que a evolução dos softwares e a revolução da tecnologia informativa estão apenas no começo e que geram um alto nível de produtividade. "Estamos apenas no começo do que podemos fazer pela educação, pela comunicação, e o que isso representa em termos de eficiência dos mercados globais", afirmou Gates.
O diretor-executivo da Microsoft, Steve Ballmer, contrabalanceou as demissões de mais de 5 mil funcionários da empresa, dizendo que o mundo dos negócios está apenas “ no meio- tempo” da revolução virtual. Disse ainda que a crise não afetará o investimento em novas empresas de tecnologias.
Em fevereiro o chefe de pesquisas da Microsoft, Craig Mundie, disse que não reduziria o orçamento de US$ 9 bilhões para pesquisas e desenvolvimento.

sábado, 16 de maio de 2009

Ilusória Mudança

Obama dá um passo atrás com retomada de juízo militar em Guantánamo


Presidente dos EUA, Barack Obama retoma comissões militares para julgar presos na base de Guantánamo meses após classificá-las em corrida eleitoral como " grande fracasso" em era Bush.


Obama, após anunciar a medida, disse que o sistema será diferente do que o posterior, devido à mudança de algumas medidas para garantir os direitos dos presos.


No primeiro dia de governo o presidente norte-americano haia suspendido as comissões por quatro meses e, na mesma ocasião fechou a base militar de Guantánamo. Entretanto no dia de ontem Barack Obama apresentou um discurso diferente dizendo " as comissões militares têm uma longa tradição nos EUA" e " são apropriadas para julgar inimigos que violam leis de guerra, desde que sejam bem estruturadas e administradas".


Barack Obama com este retrocesso acabou se curvando à grande elite norte-americana, a elite bélica. Ficou evidente que a 'tradição' [ palavras do presidente Obama] norte-americana falou mais alto. Infelizmente isto me lembra dois "slogans" políticos:" pai dos pobres [ grupos de direitos humanos dos EUA] e mãe dos ricos [elite belicosa]" e, um outro "slogan" justificativo para uma atitude contraditória " Um passo atrás, para dar dois à frente" .


Espera-se que Obama - como Lênin- prometa e dê dois passos à frente.






Memória- Ditadura




Morreu ontem (15)-devido à falência múltipla dos órgãos- no Rio aos 62 anos Maria Augusta Carneiro Ribeiro, uma das sobreviventes do período negro da História nacional, a ditadura militar (1964-85).
Guta, como era conhecida, foi um dos 15 presos políticos que foram exilados em troca da libertação do embaixador dos EUA Charles Burke Elbrick. Guta fazia parte da guerrilha Dissidência Comunista da Guanabara que posteriormente virou Movimento Revolucionário 8 de Outubro. A guerrilheira era estudante de direito e participou de diversas ações armadas contra o governo ditatorial da época. Foi presa em maio de1969 - auge da ditadura, governo Médici (AI-5)- torturada e depois exilada. Na volta do exílio dedicou sua vida à ações sociais e foi uma das pioneiras na formação do PT.


Em entrevista à "Isto É" [2005], Guta disse que com armas diferentes continuava a fazer a mesma coisa, estava lutando por um Brasil melhor.








Pisando em ovos






Papa Bento 16 surpreendeu em sua visita ao Oriente Médio na última semana com seus mais de 30 discursos tangendo as questões geopolíticas, religiosas e culturais. Ficou evidente o cuidado com as palavras do pontíficie e o seu desejo de aparar as arestas da questão mais emblemática e frágil do contexto mundial: a questão palestina.

Durante sua tragetória à Terra Santa o papa obteve sucesso em seus discursos no dia de ontem (15) em Tel Aviv, no qual apoiou a 'segurança de Israel', criticou o 'terrorismo' e - atenuando a tensão entre judeus e mulçumanos- apoiou a criação de um Estado Palestino, pouco se importando com a presença do premiê israelense linha-dura, Binyamin Netanyahu. " Que a solução de dois Estados se converta em uma realidade e que não siga sendo apenas um sonho. (...) Permita-me fazer um apelo aos povos desta terra: não mais sangue! Permita-nos romper o vicioso ciclo de violência", disse o papa Bento 16 em seu discurso de despedida na capital de Israel.

Além da existência de dois Estados, o pontífice posicionou-se contra o muro feito pelos israelenses impedindo os mulçamos de transitarem livremente, dizendo que 'muros podem ser derrubados' e que isso deveria acontecer logo.

Segundo a Folha de S. Paulo o Papa Bento 16 tem razões para estar satisfeito.

Já no que diz respeito à imagem do papa à comunidade isralense, os pontos negativos ressaltam aos olhos. Em visita ao Memorial do Holocausto, o discurso do pontífice foi categorizado como "frio" e criticado por não se desculpar citando sua participação na Juventude Hitlerista. Em Tel Aviv Bento 16 voltou ao tema dizendo que o Holocausto foi um capítulo chocante da História e que de maneira nenhuma poderia ser esquecido ou negado.

O balanço da viagem do papa ao Oriente Médio foi positivo, mas não se pode negar que mesmo com seu discurso pacifista e fraternalista, deixou muita gente de boca retorcida, principalmente o premiê isralense Netanyahu. O papa Bento 16 saiu bem na foto, mas ainda pisando em ovos.


domingo, 10 de maio de 2009

Apenas algumas palavras sobre a escrita



Encantou-me as palavras da escritora Beatriz Bracher em entrevista ao guia da Folha datado do dia 24 de abril deste ano. Ainda não li nenhuma de suas obras, mas me surpreendeu o encaixe que a escritora construiu entre o mundo e a arte de escrever. Deixo aqui os meus humildes elogios à Bracher.
Apesar de fortes e cruas demais, suas metáforas exprimem delicadamente o mundo das palavras.
“O autor sangra para dar de beber aos personagens; os personagens são devorados pelos leitores, alimentando sua fome de sentido e entusiasmo e afeto ( e tudo o mais que a literatura tem a oferecer); o autor suga o sangue do mundo que o rodeia, o seu mesmo e o dos leitores que retornam a ele com seus comentários” Beatriz Bracher.
Encerro aqui com as palavras de Bracher e já com os meus parabéns à escritora pela entrevista.
“(...) A arte em geral, quem sabe, pode ser uma simples mudança de lugar, nosso e, em consequência , das coisas”

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A ovelha negra






Por: Victória Brotto





Com diversas atitudes pragmáticas o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad isola o país do restante do mundo






A atenção mundial se voltou, não só para a discutível gripe suína, mas também para o polêmico e controverso país de Mahmoud Ahmadinejad. O Irã passou a ser palco de discussões e alvo de 'vista grossa' do presidente Barack Obama, quando mostrou seu grande potencial nuclear. Posteriormente o Irã se fez alvo da acariação mundial, devido ao discurso de seu presidente Ahmadinejad na conferência antiracismo da ONU, no qual negou a existência do Holocausto, tocando na ferida e na fúria do poderoso, influente e 'amigo do peito' dos norte-americanos, Israel.
Na última segunda-feira (4), o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad cancelou a visita que faria a Brasília hoje, devido às manisfestações de judeus, homessexuais e evangélicos brasileiros contra seu posicionamento na conferência antiracismo realizada pela ONU no mês passado. Em nota, o Itamaraty, apesar do tom conciliatório, mostrou-se irritado com o cancelamento.
De acordo com o governo brasileiro o desgaste com a , até então marcada, visita de Ahmadinejad foi enorme- " [Brasília] arcou com todo o passivo sem receber nenhum ativo"- disse um diplomata brasileiro.
E não foi somente o Brasil que se irritou e virou as costas para o Irã. Obama recebeu ontem em Washington o presidente israelense, Shimon Peres, para discutir a paz no Oriente Médio. Não é necessário fazer muito esforço para encontrar a principal pauta da conversa.
O novo governo israelense atacou veementemente o Irã por ser uma ameaça nuclear e comparou os iranianos aos nazistas- " O Irã não é uma ameaça só a Israel, mas a todo mundo. Se a Europa tivesse lidado com Hitler, o Holocausto e a perda de milhões de vidas poderiam ter sido evitadas".
Obama não se pronunciou em relação ao futuro do Irã, mas de acordo com seu vice, Joe Biden, o governo está comprometido com a criação de um Estado palestino.
É interessante ver um presidente dos EUA ponderar e avaliar seus planos futuros, ouvir Israel com moderação, o que há muito tempo não se fazia. É inevitavel, quando se olha para Obama, não pensar em mudança, mesmo que tênue.
Entretanto, mesmo com a paciência norte-americana, o Irã deve diminuir sua 'euforia' e seu tom agressivo ' a la Chavista' para garantir seus interesses econômicos e geopolíticos. Esperamos que, se reeleito, Mahmoud Ahmadinejad mude seu discurso e se aquiete- por enquanto- em relaçao a Israel, menina dos olhos dos EUA. E que também, reconstrua uma diplomacia agradável com os demais países.

domingo, 3 de maio de 2009

Povo que a bandeira empresta pra cobrir tanta infâmia e covardia

Por Victória Brotto


Remover formatação da seleção















Alienação. Alienação. Alienação.
Deixe eu lhe falar amigo o que fazem com sua liberdade.
Repressão, pressão ideológica. Belicismo mental, moral. Anos de luta revolucionária, sangue derramado sobre as constituições, o direito, a decisão, a liberdade.
Agradeça a eles caro amigo. Pessoas conscientes, cientes, revolucionárias, mártires.
Democracia atua: instrumento ideológico de fachada para reprimir e submeter povos estúpidos e corruptos prostrados ao expansionismo capitalista.

Liberdade repressora, nociva, acorrentadora.

Interesses Maléficos Perceptivelmente Exploradores. Revoluções Inacabadas, Alteradas Letalmente. Infeliz Sociedade MOralmente [mentalmente] Expurgadas, Usurpadas, Apáticas.


Sistema podre.
Ambição letal.
Mente podres de cinismo.

Até quando?

A TRANSPOSIÇÃO DE FRONTEIRAS NA ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS

--Virada Cultural--
Por: Victória Brotto
Em ‘contos de todos os cantos’ a ternura de histórias da França, Portugal e Itália conquistam o público na Virada Cultural


Contos das partes mais diversas da França, Portugal e Itália marcaram um dos eventos da Virada Cultural neste último sábado (2), no Museu da Língua Portuguesa. ‘ Contos de todos os cantos’ reuniu excelência, ternura e simplicidade com Renata Mattar, Giba Pedroza e Gustavo Kintler.
Além dos aplausos e da participação fervorosa do público, percebia-se a facilidade do grupo em eliminar as fronteiras e fazer fluir nos espectadores uma imaginação infantil. Caminhou-se pelas ruas de Paris com o conto de um apaixonado par de sapatos, Nicolau e Tina e, visitou-se por alguns minutos o norte da Itália com a historieta do grilo e da formiga.
Durante quase uma hora de apresentação o desenrolar dos contos e das ‘historietas’infantis envolveram crianças e adultos com os sons de sanfona, instrumento de corda e com os mais diversos ‘apetrechos’ usados por Pedroza. “As músicas por si só contam as histórias, elas mesmas possuem uma bagagem informativa muito grande”, disse Renata Mattar.
“As crianças interagem com a música e, com certeza a formação cultural de nossos filhos vai sendo construída com esse tipo de programação” disse Nelma Alves, espectadora do evento.
Segundo Giba Pedroza (21), produtor e contador das histórias, o grupo procura delinear os contos com o universo da literatura e com contos feitas por crianças. “É maravilhoso estar participando da Virada Cultural e, ainda mais, aqui no Museu da Língua Portuguesa. Tem tudo a ver com contos e literatura”.

Jornalismo virtual X Jornalismo impresso

Para o jornalista Gay Talese, a informação online coloca em xeque o compromisso com a verdade e o valor da notícia






















Em matéria do jornal Folha de S.Paulo, caderno ilustrada datado do dia 02 de maio de 2009, o jornalista convidado da próxima Flip e autor da obra “Vida de escritor”, Gay Talese, expõe sua preocupação com o presente e com o futuro do jornalismo e com a credibilidade dos jornais diários.
Em entrevista à Folha, Talese cita o caso do jornal norte-americano, “New York Times”, que abriu seu conteúdo online. “É preciso cobrar pelo que se publica. Porque se trata de uma tentativa de encontrar a verdade, uma verdade que é necessária para a sociedade e que tem um preço”.
Depois de caracterizar o jornalismo como “a melhor profissão do mundo”, o jornalista não aposta na credibilidade de informações online arrematando ainda que muitas delas podem ser jogadas no lixo.
Em vista da gratuidade de muitos sites de notícias espalhados por toda a rede, a questão levantada por Gay Talese foi o custo de se conseguir a informação- o custo com repórteres, telefonemas, viagens e tempo- “o equívoco está na gratuidade de algo que custa caro, a informação”, afirma o escritor.

PÃO E CIRCO



Voltamos aos tempos antigos, ou talvez nunca tenhamos saido deles.
Na época do Império Romano o povo era distraído e alienado pela política do "pão e do circo".
Enquanto tivesse diversão e comida as bocas ficavam caladas e o Império teria a alienação popular.
À luz deste período e desta política romana observemos o país. Sim, O Brasil.
O Congresso Nacional está podre [ será que houve alguma época em que não estivesse?].Passagens áreas transbordando dos bolsos dos nossos excelentíssimos senhores deputados e senadores, 181 diretorias . Diretores dirigindo a si mesmos, diretorias que só seriam possíveis mesmo num país como esse- como diria Zé Simão- "o país da piada pronta!" Voltamos ao feudalismo senhores! Temos castelos, senhores feudais e vassalagens ao tempero contemporâneo.
E enquanto o mal cheiroso patamar governamental rasga o dinheiro do contribuinte- nós, alienados cidadãos sem voz- o brasileiro se cala, ou melhor, a voz dele está sendo ouvida nos estádios de futebol ou em frente à TV. Os jornais são comprados sim, aos montes, mas o único caderno que não é jogado no lixo é o de esportes. Ressalto aqui que nada tenho contra o esporte e a arte de admirá-lo e se informar sobre ele, entretando o que se coloca em crítica é o indivíduo "futebolesco", ou seja, que se exploda os políticos e o caos que se encontra esse país, calem a boca que eu quero ver o jogo!
Enjoa-me só de pensar em tal sujeito.
Pergunta: Onde está o cidadão consciente? Sofremos do tão famigerado "analfabetismo político", senhores!! Por "n" motivos, não só o culto e o doentio fanatismo futebolístico, mas este deve ser citado, afinal, o Brasil poderia ser conhecido muito mais do que somente "o país do futebol".
Viva a política do pão e circo! Viva o populismo e a cegueira popular!
Calarei minha boca agora, pois acho que o brasileiro está querendo discutir a "Bohemia" do Ronalducho.

Pessimismo Inicial



Estamos todos na mesma linha de fragilidade nos equilibrando. Não se pode classificar sentimentos, realidades e desejos. Não se sabe de nada e, viva Sócrates!
Odeio o mal cheiro das leis e das regras. O cheiro do homem podre que elas constroem dentro de uma sociedade padronizada e fraca.
Odeio o deboche, a hipocrisia e a alienação. Não sorria se não for pra liberdade, não viva se for pra si mesmo. Anátema seja o egoísmo juntamente com a falsa e mesquinha cristandade. Que sejas ser humano e não um pseudohomem. Não construas algo que não possa ser terminado, e que você não seja o alicerce de seus próprios planos e desejos.
Repudia-me as palavras vãs, mal escritas, mal proferidas, mal acabadas. Às vezes é extremamente necessário um final. Um intervalo entre as vidas.
Somos livres, mas temos correntes que cortam nossos pulsos (...)
Estamos transbordantes de uma essência impura, indefinida, inacabada e insaciável.
E se fosse possível acabar com o ser humano? Execrar até o último ser vivente que possa ser classificado na lastimável cadeia humana. Acabar com os antagonismos, com as dubiedades e com o fedor da alma.
Mundo estagnado, apodrecido e cruel.
Mundo criado por nós, moldado e morto por nós.
Como dói a existência.
Há muito tempo as bocas se calaram, a cruz não significa mais nada. A música só enche o espírito vazio por milésimos de segundos e, nos faz ansiar por outro prisma, outra superfície e outra profundidade.
Luta-se tanto. Corremos atrás do vento e, viva Salomão!
Passamos a vida inteira sozinhos, mas só nos demos conta de nossa solidão quando não estamos sufocados. Talvez seja isso mesmo, o ser humano está condenado para se abster, não ter e não desejar. Os calos e o pus que jorra do individuo são escondidos.
[humanos] : - Não queremos ver! Não queremos sentir! Não queremos tocar!
[humanos] : - Queremos ser quem não somos! Queremos falsidade, hipocrisia, empirismo!
Calem a boca desses seres humanos!
O agudo som da voz deles atormenta, incapacita e machuca.
[humanos]: - Queremos nos esvaziar! Queremos ser medíocres!
Enjoa-me essa raça incompleta.
Enjoa-me a pele que a cobre, pele purulenta e mal cheirosa.
Não sabem tratar os seus próprios medos. Afogam-se no mar do esquecimento.
Não tratam, não consertam, não compartilham.
Isolam-se, constroem cercas, muros e torres.
Pobre indivíduo que se embriaga com livros, com vidas e com deuses.
Apenas continue andando, ignore os gritos.
Nunca pare. Nunca respire. Nunca peça ajuda.
Não há quem faço isso.
Não se pode fazê-lo